Malícia

Selvagens,
minhas mãos deslizam pelo teu corpo   
mansa se entrega sem nenhum pudor     
sei de cor, exploro todos teus recantos
meus dedos conhecem teus meandros       

Sem vergonha
minha boca viva, ativa os teus sentidos,
em fogo, a pele rubra, quente se ressente
da língua viril, ágil, profanando teu libido                         
despertando teu prazer ainda adormecido

Entro
com malícia penetro em teus desejos inquietos    
entrega-se, liberta-se, abandonando por inteiro     
toda resistência que ainda existe e te domina
admitindo que seu gozo aconteça por completo

Aquecimento vai reduzir mata atlântica


Bioma mais ameaçado do país, do qual restam 7%, pode perder até 60% da área se média do planeta subir de 3 C a 4 C

Estudo da Unicamp com 30 espécies vegetais é primeiro a tentar elucidar o impacto da mudança global do clima sobre essa floresta tropical

A mata atlântica brasileira pode perder cerca de 60% de sua área atual se a temperatura média do planeta subir de 3 C a 4 C até o fim deste século.
O cálculo é de Carlos Alfredo Joly, botânico da Unicamp, e foi feito com base nas previsões do terceiro relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), divulgado em 2001. Mas o quarto relatório do painel do clima, divulgado em fevereiro deste ano, estima que seja essa a faixa de aumento na temperatura global até 2100.
A íntegra do trabalho científico, apresentado em parte durante o 1º Simpósio Brasileiro de Mudanças Ambientais Globais, encerrado ontem no Rio, será divulgada no meio do ano. E traz projeções desagradáveis.
"O palmito, por exemplo, tende a desaparecer por completo", explicou o pesquisador.
Joly adianta que o estudo é uma aproximação. Ele e seu grupo usaram 30 espécies de planta típicas do bioma, o mais ameaçado do Brasil (resta hoje apenas 6,98% da sua cobertura vegetal original).
"A queda de 60%, de acordo com o cenário mais pessimista do IPCC, não significa então que podemos derrubar tudo hoje de vez, já que a perda é inevitável", lembra Joly. "Agora é preciso ter mais cuidado com a floresta ainda", disse.

Visão otimista
A análise da Unicamp é a primeira a tentar relacionar o impacto as mudanças ambientais globais sobre a floresta atlântica. Ela também levou em conta um dos cenários otimistas do penúltimo relatório do IPCC.
Nesse caso, no fim deste século, a temperatura subiria, na média, entre 1,5 C e 2 C.
"A diminuição na área da mata atlântica, nesse caso, seria de 28%. Apenas para algumas espécies, que vivem nas bordas desse bioma, essa situação seria benéfica -elas cresceriam em área de distribuição", disse.
Nas duas simulações, os pesquisadores compararam a situação climática atual com aquela que deverá existir no futuro. "Levamos em consideração a temperatura, a precipitação e a umidade presente no ambiente", explicou.
Nesse cenário, as condições ambientais da região onde hoje se encontra a floresta atlântica mudarão tanto que não serão mais compatíveis com a presença de uma floresta tropical, bioma que depende de uma determinada quantidade de chuvas e de uma determinada faixa de temperatura para existir.
Segundo Joly, não é possível saber o que ocorrerá com a floresta. "Não sabemos se ela vai simplesmente morrer ou virar outra coisa. É certo que apenas em algumas áreas, por causa talvez da topografia, a mata atlântica continuará a existir."
Se a fragmentação acontecer, a mata atlântica estará seguindo a reação à mudança climática de outra floresta tropical brasileira, a amazônica. Um modelo do Inpe estima que parte da Amazônia tende a virar uma espécie de savana com o aquecimento global.

Números
O pesquisador da Unicamp, um dos principais especialistas em ecologia vegetal do Brasil, também comentou os estudos feitos a pedido do Ministério do Meio Ambiente sobre remanescentes vegetais.
A análise do governo federal revelou um crescimento surpreendente da mata atlântica. Pelo novo mapeamento, haveria no Brasil, em vez dos conhecidos 7%, quase quatro vezes mais de área no bioma (27,1%).
Para o botânico, a análise do MMA considera áreas que não podem ser chamadas de mata atlântica. "São capoeiras."

Afrodite - Aphrodite

De acordo com uma das tradições a respeito de seu nascimento, Afrodite seria filha de Zeus e de Dione. Mas uma versão mais antiga conta que os órgãoes sexuais de Urano, cortados por Cronos, teriam caído ao mar e dado origem à deusa. E ainda numa terceira versão, ela teria nascido da espuma do mar.

Após surgir na superfície das águas marinhas, Afrodite foi levada pela força dos ventos à Citera e depois à costa do Chipre, onde as Horas a receberam, vestiram e enfeitaram, conduzindo-a depois para a morada dos imortais (Olimpo).

As lendas a respeito de Afrodite são muitas e às vezes divergentes. A deusa teria se casado com Hefesto, o deus coxo de Lemnos, embora amasse Ares, o deus da guerra. Dos seus amores adúlteros nasceram Eros (cupido) e Anteros, Deimos e Fobos (o Terror e o Medo) e a Harmonia.

Afrodite tinha um temperamento irascível, era vingativa e possuía um cinturão mágico bordado cujo nome era Cestus (do grego kestós, que significa picado, bordado). Este cinto tinha a propriedade de inspirar o amor. Uma outra variante diz que Afrodite possuía uma fita bordada de desenhos variados que ela usava cingindo o seio, onde residem todos os encantos. Ali estão a ternura, o desejo e a conversação amorosa sedutora que enganam o coração dos mais sábios.  

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