Festa

Caos em penitenciárias se espalha em SP.
Presos cavando túneis, recebendo comida em uma espécie de gaiola e cercados por um fosso de água improvisado para evitar fugas subterrâneas. Telhados, escritórios e enfermaria totalmente destruídos e condições de higiene precárias.
Este é o retrato da Penitenciária 2 de Itirapina (213 km de SP) e de pelo menos outros dois presídios da região de Campinas: Penitenciária 2 de Hortolândia e CDP (Centro de Detenção Provisória) de Campinas (95 km de SP).
Policiais e agentes penitenciários descobriram anteontem em Itirapina um túnel de 23 metros de comprimento e cinco de profundidade, que serviria para uma fuga em massa. "Os presos fizeram um túnel por baixo de um fosso de água com três metros de profundidade que nós [agentes] cavamos para evitar as fugas", disse o diretor regional do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado), Alcides Carlos da Silva Júnior.
Dois dos três pavilhões em Itirapina estão destruídos, e os 1.256 presos estão aglomerados em uma ala com capacidade para cerca de 290 detentos. Em Araraquara, a situação mais grave do Estado, cerca de 1.450 presos estão em um espaço que deveria abrigar 160. Eles recebem a comida pelo teto.
Já na Penitenciária 2 de Hortolândia, 940 presos estão aglomerados em um pavilhão desde maio. Recebem marmitas por uma espécie de gaiola, na qual os agentes colocam caixas com alimentos, que só depois são abertas aos detentos.
Segundo os agentes, o espaço onde estão 940 presos tem capacidade para apenas 270 pessoas. Os presos defecam e urinam em canos de esgoto. O presídio está sem enfermeiros, e presos doentes ou feridos são encaminhados para a Penitenciária 1 de Hortolândia.
Rebelião
E ontem, na Penitenciária 1 de Mirandópolis (607 km de São Paulo), presos realizaram um tumulto em uma das alas. Parte da cadeia está destruída desde 16 de junho.
Segundo um agente penitenciário que não quis se identificar, os 1.162 presos de três alas estão confinados em apenas uma, com capacidade para 400.
A falta de vagas nas prisões é problema comum. Em razão disso, a polícia de Ubatuba (litoral de SP) manteve anteontem oito homens presos na carroceria de um caminhão. A cadeia feminina de Ubatuba, que recebe mulheres de todo o litoral norte, começou a abrigar também homens após a interdição, em maio, da cadeia de São Sebastião, destruída durante os ataques do PCC.
Anteontem, o delegado responsável pelo local, Fausto Macedo, decidiu colocar parte dos homens na caçamba de um caminhão usado para transporte de detentos, que ficou estacionado no pátio da unidade.
Iaras
Em liberdade há cerca de um mês, Bruno Gutierres Pellizzer, 29, comparou a situação da Penitenciária de Iaras (282 km de São Paulo) --onde cumpriu parte da pena por tráfico-- a um "campo de concentração". O ex-detento enviou à Folha uma lista de 47 nomes de presos detidos no local até a sua saída.
Eles estariam feridos e sendo tratados precariamente por outros detentos. Segundo Pellizzer, entre os feridos após a invasão do presídio pela tropa de choque da Polícia Militar, em maio, está um preso que ficou cego e outro que havia sido baleado.
Uma parente de um preso confirmou a situação, mas disse que houve troca da direção e que já estão ocorrendo melhorias. Segundo o sindicato, os presos, que estavam numa oficina, foram levados para uma ala.
Depois falam da apatia dos jogadores...isso é que é "apatia e marasmo" do governo.
Quando tomaremos vergonha na cara e exigiremos desse estado "atitude"!
Apatia:
Como ouvi durante esses dias a palavra apatia.
Quase todos os jornalistas e cronistas atribuíram a derrota do Brasil no jogo contra a França, a apatia dos jogadores.
Particularmente não vi assim a partida, vi uma França jogando melhor e um Brasil achando que viraria a qualquer momento.
Quanto a apatia cantada em prosa e crônicas, essa já faz parte de nossa história, é quase cultural. Remota da colonização, passando pelo Império, república, ditadura civis e militares, se perpetuou em nosso país, não tanto pelo povo brasileiro e sim por nossa elite intelectual e política...
Tudo nos foi “dado” e nada conquistado...
Vejamos:
Independência, canetada!
Abolição, canetada!
República, canetada!
CLT, canetada!
Golpe de Estado, canetada!
Volta a Democracia, canetada!
E não é a caneta em jogos em que um coloca a bola entre as pernas do outro.
A pena é forte, a palavra é forte, mas quando corre sangue, aí sim, é forte, são conquistas!
Por isso digo que a apatia, é histórica e cultural!
Não podemos responsabilizar somente os jogadores pela pseudo apatia, somos todos assim.
A violência corre solta o estado não faz nada, a responsabilidade é nossa, mas somos apáticos.
A roubalheira corre solta e nada fazemos pra mudar, somos apáticos.
O país continua indo pro brejo e nada fazemos por quê? Porque somos apáticos!
Então não vamos atribuir apatia aos nossos jogadores.
Que essa imprensa, afinal são formadores de opinião, usem suas canetas pra nos mostrar onde estão os verdadeiros problemas, mesmo que seja só na seleção.
Todo mundo fala na perpetuação de alguns jogadores na seleção, mas não caem de pau na administração da confederação, cuja presidência e diretoria são perpétuos!
Espero que sendo ano de eleição, saiamos dessa apatia geral e marquemos nas urnas sem apatia nossa indignação!
Zé Roberto é o único brasileiro na lista dos melhores da Copa

Separados Pelo Casamento

Casal se conhece em partida de baseball, mas logo descobrem que têm mais motivos para se separar do que para manter o relacionamento e começam a tomar atitudes baseadas nas opiniões dos amigos. Nenhum dos dois, no entanto quer abrir mão do apartamento em que vivem e inicia-se assim um aguerra psicológica.

Jorge Furtado inicia produção de seu quarto longa-metragem.
Começam na próxima terça-feira as filmagens de "Saneamento Básico - O Filme". É o quarto longa-metragem de Jorge Furtado, diretor de "Houve uma Vez Dois Verões" (2002), "O Homem que Copiava" (2003) e "Meu Tio Matou um Cara" (2005).
Premonição
A trama é batida, os diálogos são tolos e os personagens, desinteressantes. Mas, apesar de tudo isso, não se sabe bem como, "Premonição 3" consegue divertir o espectador, talvez por ser tão descaradamente absurdo.
O filme marca a volta à franquia dos criadores do "Premonição" original, James Wong e Glen Morgan, depois de outra equipe ter se encarregado da primeira sequência.
Enquanto o primeiro filme decolou com um vôo fadado a ter final trágico, a premissa inicial de "Premonição 3" é um desastre impressionante numa montanha-russa.
A história começa com uma premonição extremamente detalhada tida pela estudante Wendy Christensen (Mary Elizabeth Winstead), que está comemorando sua formatura com seus colegas num parque de diversões.
Wendy, tão assustada que resolve descer da montanha-russa, se vê sem poder fazer nada, enquanto sua previsão trágica se realiza. Vários de seus amigos morrem no desastre.
Então ela e seus colegas que escapam da catástrofe descobrem que estão sendo mortos sistematicamente, de acordo com os lugares que tinham ocupado originalmente na montanha-russa.
Mais ou menos nesse ponto do filme, como os dois que o antecederam, a trama perde tensão e começa a divagar, desta vez com uma historinha boba envolvendo a procura de pistas escondidas em fotos digitais.
Mas o público fiel da série terá ido assistir a "Premonição 3" principalmente para ver as mortes. Vale observar que Wong e Morgan não decepcionam nesse quesito, oferecendo mortes bem executadas e com um toque de ironia.
A recusa dos cineastas em levar o filme a sério confere à produção um certo apelo de filme B, que acaba compensando suas deficiências em termos de terror clássico.

Os personagens são mais ou menos descartáveis, de modo que se torna mais fácil aceitar suas mortes desagradáveis. Os efeitos visuais, especialmente a sequência complexa da montanha-russa, são eficientes, como também o é a trilha sonora de Shirley Walker, que já trabalhou nos três filmes "Premonição" e ainda sobreviveu para contar a história.

Johnny Depp mergulha no grotesco em "O Libertino"

Depois de criar uma galeria inesquecível de personagens esdrúxulos e inconformistas, Johnny Depp mergulha no campo do monstruoso no filme "O Libertino", estréia da sexta-feira.
O ator representa o poeta provocador e libertino do século 17 John Wilmot, conde de Rochester, que alcançou a fama literária apenas após sua morte, aos 33 anos, de sífilis e do abuso de álcool.
Uma das coisas notáveis que o diretor Laurence Dunsmore consegue neste seu primeiro filme é fazer com que o protagonista, um homem repulsivo, dotado de apetites sensuais compulsivos, vá ficando mais reconhecível à medida que se torna mais fisicamente grotesco.
O papel representado por Depp possui um poder de sedução espantoso por baixo de sua repulsiva expressão de desdém -- trabalho que encontra eco em seus personagens anteriores, como Raoul Duke, Jack Sparrow e Willy Wonka.
Como seu personagem principal, "O Libertino" não faz concessões às expectativas dos espectadores. O longa, filmado como se através de camadas de sujeira, adota abordagem totalmente diferente da de outros trabalhos de época, como por exemplo "Shakespeare Apaixonado".

"Vocês não vão gostar de mim", promete Rochester no prólogo em que fala diretamente à câmera. O roteiro de Stephen Jeffreys, baseado na peça de sua autoria, não explica nem desculpa o comportamento do conde.
Favorito na corte do rei Charles 2o. (John Malkovich, que representou o papel-título na estréia da peça nos EUA), Rochester aceita a encomenda de escrever uma obra literária importante para o rei.
No lugar de pôr mãos à obra, porém, ele continua a dedicar seu tempo à bebida e ao sexo. Entre uma escapada e outra, troca farpas pornográficas com os escritores George Etherege (Tom Hollander) e Charles Sackville (Johnny Vegas).
Ele sai um pouco dessa rotina de libertinagem quando vê a atriz principiante Lizzie Barry (Samantha Morton) ser vaiada fora do palco. Ela faz parte da primeira geração de mulheres a atuar no teatro, e Rochester decide convertê-la numa das grandes estrelas dos palcos londrinos.
Conhecido por sua honestidade brutal, ele exige verdade das atuações de Lizzie, e a atriz obstinadamente independente, superando seus receios, cresce e aparece sob sua tutela. Ao mesmo tempo, torna-se a amante de Rochester, despertando nele uma paixão que ele só irá admitir quando for tarde demais.
Embora seja capaz de ouvir com respeito os conselhos de sua prostituta favorita (Kelly Reilly), o conde trata sua mãe devota (Francesca Annis) com desprezo.
As relações são mais complexas com sua esposa, Elizabeth (Rosamund Pike), que tem plena consciência de suas traições. Pike tem uma atuação comovente no papel de mulher cuja relação com Rochester começou na adolescência, quando ela foi raptada pelo conde, e que acaba cuidando dele com devoção.
Apesar de estar quase irreconhecível, com nariz falso e peruca gigantesca, Malkovich representa com intensidade contida o soberano que adere às maravilhas do progresso científico e intelectual. Sob uma aparência de reprovação oficial, ele parece divertir-se com a irreverência da produção literária de Rochester.
Apesar de toda a libertinagem, há algo de convencional na profusão literária dos diálogos deste filme de época sombrio, em que Johnny Depp representa um anti-herói fascinante.
>makeFooter();
Lost pode ter mais duas ou três temporadas e terminar em filme

O co-criador da telessérie Lost, Damon Lindelof, falou recentemente sobre a duração do programa e um possível longa-metragem para encerrá-lo.
Lindelof comentou que Lost deve durar mais algumas temporadas e depois a idéia é transformá-lo em filme. "Nós adoraríamos terminá-lo depois do ano quatro ou cinco - no máximo - e depois fazer um longa".
A terceira temporada deve começar a ser exibida no final de setembro nos Estados Unidos. No Brasil, a segunda temporada de Lost é exibida às segundas-feiras (20h reprise e 21h episódio inédito) no canal AXN.
Conheça os indicados ao EMMY 2005
As indicações ao prêmio EMMY, que terá sua 57a. edição entregue no dia 18 de setembro, foram reveladas ontem. Os campeões nas categorias de seriados foram as comédias Desperate Housewives e Will & Grace, cada uma concorrendo com 15 indicações. A popular Lost obteve 12 indicações. Já as minisséries The Life & Death of Peter Sellers - que chega ao Brasil em DVD em agosto - e Warm Springs tiveram ótimas 16 indicações cada.
Confira as principais categorias:
Seriado dramático
Deadwood
Lost
Six Feet Under
24
The West Wing
Seriado cômico
Arrested Development
Desperate Housewives
Everybody Loves Raymond
Scrubs
Will & Grace
Minissérie
Elvis
Empire Falls
The 4400
The Lost Prince
Ator em série cômica
Arrested Development, Jason Bateman
Everybody Loves Raymond, Ray Romano
Monk, Tony Shalhoub
Scrubs, Zach Braff
Will & Grace, Eric McCormack
Ator em série dramática
Boston Legal, James Spader
Deadwood, Ian McShane
House, Hugh Laurie
Huff, Hank Azaria
24, Kiefer Sutherland
Ator em minissérie ou telefilme
Elvis, Jonathan Rhys Meyers
Empire Falls, Ed Harris
The Life And Death Of Peter Sellers, Geoffrey Rush
Warm Springs, Kenneth Branagh
The Wool Cap, William H. Macy
Atriz em série cômica
Desperate Housewives, Marcia Cross
Desperate Housewives, Teri Hatcher
Desperate Housewives, Felicity Huffman
Everybody Loves Raymond, Patricia Heaton
Malcolm in the Middle, Jane Kaczmarek
Atriz em série dramática
Alias, Jennifer Garner
Law & Order: Special Victims Unit, Mariska Hargitay
Medium, Patricia Arquette
The Shield, Glenn Close
Six Feet Under, Frances Conroy
Atriz em minissérie ou telefilme
Back When We Were Grownups, Blythe Danner
Dawn Anna, Debra Winger
Lackawanna Blues, S. Epatha Merkerson
Their Eyes Were Watching God, Halle Berry
Warm Springs, Cynthia Nixon
Ator coadjuvante em série cômica
Arrested Development, Jeffrey Tambor
Entourage, Jeremy Piven
Everybody Loves Raymond, Peter Boyle
Everybody Loves Raymond, Brad Garrett
Will & Grace, Sean Hayes
Ator coadjuvante em série dramática
Boston Legal, William Shatner
Huff, Oliver Platt
Lost, Naveen Andrews
Lost, Terry O'Quinn
The West Wing, Alan Alda
Ator coadjuvante em minissérie ou telefilme
Elvis, Randy Quaid
Empire Falls, Paul Newman
Empire Falls, Philip Seymour Hoffman
Our Fathers, Christopher Plummer
Our Fathers, Brian Dennehy
Atriz coadjuvante em série cômica
Arrested Development, Jessica Walter
Everybody Loves Raymond, Doris Roberts
Two And A Half Men, Holland Taylor
Two And A Half Men, Conchata Ferrell
Will & Grace, Megan Mullally
Atriz coadjuvante em série dramática
Grey's Anatomy, Sandra Oh
Huff, Blythe Danner
Judging Amy, Tyne Daly
The Shield, CCH Pounder
The West Wing, Stockard Channing
Ator coadjuvante em minissérie ou telefilme
Elvis, Camryn Manheim
Empire Falls, Joanne Woodward
The Life And Death Of Peter Sellers, Charlize Theron
Warm Springs, Jane Alexander
Warm Springs, Kathy Bates
Ator convidado em série cômica
Everybody Loves Raymond, Fred Willard
Will & Grace, Victor Garber
Will & Grace, Jeff Goldblum
Will & Grace, Bobby Cannavale
Will & Grace, Alec Baldwin
Ator convidada em série dramática
ER, Red Buttons
ER, Ray Liotta
The L Word, Ossie Davis
NCIS, Charles Durning
Without A Trace, Martin Landau
Atriz convidada em série cômica
Desperate Housewives, Kathryn Joosten
Desperate Housewives, Lupe Ontiveros
Everybody Loves Raymond, Georgia Engel
Malcolm in the Middle, Cloris Leachman
Will & Grace, Blythe Danner
Atriz convidada em série dramática
Huff, Swoosie Kurtz
Joan of Arcadia Cloris Leachman
Law & Order: Special Victims Unit, Amanda Plummer
Law & Order: Special Victims Unit/Trial By Jury, Angela Lansbury
Nip/Tuck, Jill Clayburgh
Telefilme
Lackawanna Blues
The Life And Death Of Peter Sellers
The Office Special
Warm Springs
The Wool Cap
Hollywood leva os atentados de 11 de setembro para as telas, 5 anos depois
Dois filmes, "Vôo 93", de Paul Greengrass, e "As Torres Gêmeas", de Oliver Stone, que estréiam no Brasil em 1º e 29 de setembro respectivamente, recriam eventos daquele dia fatídico; mas, parafamiliares das vítimas, ainda é cedo demais para tais reconstituições históricas
"A ficção científica tornou-se realidade", declarou, logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, George Robertson, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico-Norte). Já naqueles dias, a correlação entre os aviões seqüestrados suicidas e uma parte importante do cinema de ação de Hollywood havia sido notada pela grande maioria. Todo e qualquer cinéfilo já conhecia essas imagens de explosões, de aviões que colidem contra um prédio, e aquelas seqüências de pânico nas quais as futuras vítimas tentam escapar do seu destino.
cineasta norte-americano Paul Greengrass durante a gravação de seu fime "Vôo 93"
Em 1998, três dos dez maiores sucessos de bilheteria do ano encenavam a destruição de Nova York: "Armageddon" (de Michael Bay, com Bruce Willis), "Deep Impact" ("Impacto profundo", de Mimi Leder, com Morgan Freeman) e "Godzilla" (de Roland Emmerich). Já era possível detectar nesta febre a angústia diante da chegada do novo milênio. E também o retorno de um gênero em voga durante os anos 70: o filme-catástrofe exemplificado por "Aeroporto" (que teve três versões naquela década, em 1970, 75 e 77) ou "Inferno na Torre" (1974).
Esse ressurgimento não escapou dos homens da Al Qaeda. Por meio das suas ações concertadas, eles deram mostra de um domínio impecável do cinema de ação, somado a uma boa capacidade de tirar proveito da sua força visual.
Assim, por meio dos dois aviões sendo precipitados contras as torres-gêmeas do World Trade Center, e de um terceiro que percutiu o Pentágono, os terroristas realizaram seu próprio filme-catástrofe. Um filme sem efeitos especiais, de um realismo inédito, e de um impacto sem equivalente.
Foi preciso esperar por quatro anos e meio para ver os eventos do dia 11 de setembro, até então monopolizados pelos jornais televisivos e o cinema documentário, serem assimilados por Hollywood e ingressarem no campo da ficção.
Não é por acaso se os dois filmes que recriam esses eventos, "Vôo 93" (que estréia no Brasil em 1º de setembro), de Paul Greengrass, e "As Torres Gêmeas" (que estréia nos Estados Unidos em 9 de agosto e no Brasil em 29 de setembro), de Oliver Stone, são, de fato, filmes-catástrofes.
Hollywood sabe melhor do que ninguém dramatizar, de maneira espetacular, a história imediata. Basta ver a reticência do cinema francês a abordar o tema do governo de Vichy (integrado por franceses, que dirigiram o país ocupado pela Alemanha nazista em 1940-43), ou a guerra da Argélia (1954-62, que resultou na independência deste país) para ter uma idéia do abismo que nos separa dos americanos.
"Vol 93", de Paul Greengrass, encena os eventos que ocorreram no quarto avião em 11 de setembro - o vôo 93 da United Airlines que ia de Newark (Nova York) a San Francisco. Este havia sido seqüestrado para atingir supostamente o Capitólio, sede do Congresso em Washington, ou a Casa Branca, e, em conseqüência de uma revolta dos passageiros, acabou caindo pouco depois das 10h em Somerset County, na Pensilvânia.
Por sua vez, "Torres Gêmeas", de Oliver Stone, descreve as ações heróicas de uma equipe de cinco policiais, dos quais três morreram debaixo dos escombros das torres do World Trade Center.
Até recentemente, o cinema americano colocava os eventos de 11 de setembro em segundo plano, ou os abordava de maneira alegórica. "A Guerra dos Mundos" (2005), de Steven Spielberg, adapta o romance epônimo de H.G. Wells tendo como referência o 11 de setembro, com os seus extraterrestres bélicos, perfeitas metáforas dos terroristas da Al Qaeda. Trata-se de uma concepção que foi recebida com entusiasmo pelo público e pela crítica americanos, os quais não deixaram de notar que, desde "Minority Report - A Nova Lei" (com Tom Cruise, 2002) e "O Terminal" (com Tom Hanks, 2004), Spielberg é o cineasta cujo trabalho mais deixa transparecer hoje, de maneira consistente e recorrente, as cicatrizes de 2001.
A estréia em maio, nos Estados Unidos, de "Vôo 93" pôs fim a um tabu e, na passagem, deu início a um debate que não deverá chegar a uma conclusão tão cedo: será que alguém tem o direito de realizar um filme de ficção sobre o 11 de setembro? "Vôo 93" nem sequer havia sido lançado ainda, mas uma legião de blogueiros já especulava sobre as eventuais receitas do filme e a obrigação de distribuí-las para as famílias das vítimas.
"Será que alguém terá vontade de assistir a esse filme?", indagava a revista semanal "Newsweek". Por sua vez, o "New York Times" questionava a pertinência de programar o trailer do filme nas salas do circuito, depois da decisão de um proprietário de salas nova-iorquino, assediado pelas queixas de espectadores.
"Se nós tivermos que desenvolver um debate sobre os problemas relativos ao terrorismo e ao fanatismo de uma parte do mundo muçulmano", estima o cineasta Paul Greengrass, "me parece indispensável retornarmos até as raízes do drama e as duas primeiras horas de 11 de setembro. (...) Será o caso agora de dar corda a esta idéia, absurda, segundo a qual o cinema não tem o direito de encenar os eventos daquele dia? O cinema americano sempre soube falar do mundo contemporâneo, começando pelo Vietnã. 'Vol 93' se inscreve num contexto no qual o cinema americano - "Munique" (de Spielberg), "Syriana" (2005, com George Clooney), "Boa Noite e Boa Sorte" - se dedica atualmente a repercutir os grandes debates políticos deste país".
Continua abaixo
Numerologia

Primeira vogal
Horóscopo pra Hoje
| |||||||||||||||||||||||||
![]() |
CÂNCER 21/06 a 21/07 |
![]() |
LEÃO 22/07 a 22/08 |
![]() |
VIRGEM 23/08 a 22/09 | ||
![]() |
![]() |
![]() | |||||
| O Sol em seu signo é promessa de brilho, carisma e muita vitalidade este mês |
Você fica impaciente, impulsivo e leva a sério a tarefa de se tornar independente | Fazer planos e cuidar de suas esperanças com carinho serão grandes estímulos | |||||
![]() |
LIBRA 23/09 a 22/10 |
![]() |
ESCORPIÃO 23/10 a 21/11 |
![]() |
SAGITÁRIO 22/11 a 21/12 | ||
![]() |
![]() |
![]() | |||||
| Seus valores e seus projetos serão os temas mais urgentes desta fase | Aproveite: os astros enviam muitas ondas positivas para os escorpioninos | Sua intuição e sua vontade de desvendar mistérios ficam ativos este mês | |||||
![]() |
CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01 |
![]() |
AQUÁRIO 21/01 a 19/02 |
![]() |
PEIXES 20/02 a 20/03 | ||
![]() |
![]() |
![]() | |||||
| O foco é seu potencial para lidar com as pessoas, organizando a vida delas | Fique de antenas ligadas em tudo que você pode aperfeiçoar e aprimorar | Você fica vibrante e carismático, esbanjando criatividade durante todo o mês | |||||
A ESSÊNCIA DO TEATRO

Henri Gouhier
No início de sua Poética, Aristóteles distingue a tragédia e a comédia da epopéia: são três artes de imitação, mas a última imita narrando, as duas outras "apresentando a todos os imitados como operantes e atuantes." (1) "Daí sustentarem alguns que esses poemas se denominam dramas, drámata, porque imitam pessoas que agem, dróntas" (2).
A "imitação" de um homem agindo só pode ser uma representação, quer dizer, uma ação tornada presente. (3)
Na representação, há presença e presente: essa dupla relação com a existência e com o tempo constitui a essência do teatro.
Relação com a existência: aquele que entra em cena não é o representante de uma personalidade, o delegado de um ausente: ele representa uma personagem, transformando uma sombra em realidade. O embaixador não é o soberano que ele representa: ele empresta-lhe a sua voz. O ator é o imperador que ele representa: ele empresta-lhe seu ser.
Relação com o tempo: toda existência é atual, toda presença real é realidade presente; aquele que entra em cena e aquele que está sentado na platéia são contemporâneos: eles vivem ao mesmo tempo, senão no mesmo tempo.
Um quadro, uma estátua, um romance, um poema são sempre intermediários entre uma ação vivida ou imaginada e aquele que vê ou lê; eles são sempre monumentos, monumenta ou monimenta, recordações de um encontro entre o artista e o ato do qual ele quer realizar uma forma. Quando Eugène Delacroix desenha ou pinta Hamlet no cemitério de Elsinore, empunhando o crânio daquele que foi o bufão do rei - Ah, pobre Yorick! - ele fixa uma cena, uma alma, uma filosofia em preto e branco, testemunho imóvel de seu encontro com esse pensamento de Shakespeare que se chama Hamlet. A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, corresponde a uma intenção completamente diferente: esses cinco atos são ações em busca de atores que as atualizem.
Atualização de ação através de atores... A música, também ela, é um texto sobre o papel que aguarda do músico ou do cantor uma atualização que lhe restitua sua matéria sonora. Mas, como o quadro ou o poema, a música continua sendo um intermediário: o canto não é o ato, o executante não é o ator. A Sinfonia Fantástica, "episódio da vida de um artista", é apenas o "reflexo melódico" (4) do drama em que Berlioz se envolveu tomando Harriett Smithson por Ofélia. Por mais alucinante que seja o lied do Rei das almas, Schubert continua sendo um contista, e seu intérprete um narrador. No teatro, é a própria ação que se deve repetir. Não se trata de executar mas de ressuscitar. Imaginemos um concerto onde se executa a partitura do segundo ato de Tristão; os cantores levantam-se no momento exigido por seu papel; eles dizem suas falas olhando para o público ou para o caderno; a música é realizada, não a ação; e assim a música diz muito mais do que a cena pode mostrar. O concerto faz renascer uma música e, através dela, evoca um drama: ele não ressuscita os seres com seu drama. [veja o que foi dito na nota 3]
*
Representar é tornar presente através de presenças.
O "fato dramático" é portanto o ator. Não há teatro sem poeta, mas há poesia sem teatro: a arte do ator e o texto teatral vem um para o outro e um do outro. O autor está em tudo aquilo onde criar não é representar: somente o ator está sobre a cena, e ele não pode estar em nenhum outro lugar.
Com o ator, o mistério do teatro é o da presença real, antes mesmo de ser o da metamorfose. Mistério profano do qual uma experiência cotidiana revela-nos os efeitos, pois ela justifica a superioridade ou a inferioridade, segundo os casos, da conversação sobre a correspondência, da questão oral sobre o exame escrito.
Estou diante de um homem. Afirmo que ele é alto, magro e moreno; mas eu quase não intervenho para afirmar que ele está lá: sua presença afirma-se em mim. Eu o conheço como alto, magro e moreno; eu o conheço também como existente e presente: mas os dois conhecimentos são bem diferentes. O primeiro é um saber detalhado e progressivo; descubro pouco a pouco o que é esse homem, e depois quem é esse homem. O segundo é uno e instantâneo: esse homem está lá, nada mais, nada menos. Eu posso consignar um saber: descrevo o homem que está diante de mim; posso transmitir meu saber: as memórias estão cheias de "retratos". Esse homem está lá: que mais dizer? Sua presença será simplesmente o objeto de uma informação.
O pensamento não passa de um conhecimento de um outro por graus, mas por uma inversão é preciso voltar-se para o concreto cru. A inteligência abstrai do real suas qualidades, que ela restituir-lhe-á sob a forma de atributos no julgamento. Quando ela o tenha esvaziado de todas as suas qualidades, ela não poderia separar a existência do existente: a abstração não pode mais abocanhar. (5) A existência não pode ser atributo, pois ela é o lugar dos atributos; ela não pode ser uma propriedade, pois ela é o proprietário: resta apenas sofrer sua presença.
Tal conhecimento não é uma sensação, pois ele não é especificamente nem visual, nem tátil, nem auditivo: ele não é próprio de nenhum sentido, embora cada percepção lhe deva sua consistência. Ele também não é um sentimento, se com essa palavra designamos uma afeição do sujeito que se sente feliz, descontente ou triste. "Intuição" também não convém (6): uma intuição que não se refere ao eu do sujeito visa um objeto; ora, a existência não é jamais um objeto; ela é aquilo que há de objetivo no objeto: uma espessura sem contornos, uma opacidade sem formas, uma música sem linhas, são abstrações desesperadas para designar aquilo que o objeto não deixará jamais que se colha nele. O melhor termo é sem dúvida o que propôs um dia M. Gabriel Marcel: a realidade nos é dada em uma certeza (7), certeza contínua e potente como o baixo que sustenta um canto, certeza que me permite avançar sem medo de cair no vazio.
Continua
O dado imediato da presença é também um dom. Uma vez que ele está lá, eu sei que desse homem aquilo que nenhum documento, nenhuma descrição e nenhuma fotografia me dirá. Um conhecimento à distância freqüentemente é mais completo e mais exato; o biógrafo às vezes compreende seu herói melhor do que o fizeram os mais sutis de seus contemporâneos. Mas o recuo aproveita ao saber e, ainda uma vez, da presença não emana nenhum saber: ela cria antes uma espécie de cumplicidade propícia aos olhares indiscretos. Esse homem está em meu universo; eu estou no seu: a vida obriga-me a simplificar e eu concluo logo que nós estamos no mesmo; ei-nos aqui, por um instante, juntos no mesmo barco e é preciso que façamos um acordo entre nossas prudências. Ora, essa familiaridade gera uma sagacidade mais viva e mais perspicaz que a reflexão, senão mais justa, sagacidade que dispensa de terminar as frases, que permite comunicar sem palavras, que lê nos olhos e corrige as mentiras da boca através do imperceptível tremor de uma mão.
Graça da presença... Graça da adivinhação e não graça da luz, socorro do diretor de consciência, fina seta do diagnóstico médico, força dos verdadeiros chefes. Captá-la, este é o milagre do retrato; atualizá-la, este é o segredo do conferencista; colocá-la como princípio de uma arte, esta é a essência do teatro.
(1) Para as citações utilizei a tradução espanhola de Valentín García Yebra, na edição trilíngüe da Poética de Aristóteles da Editorial Gredos S.A., Madri, 1974. As citações em grego, no texto de Gouhier, utilizam o alfabeto grego - preferimos colocá-las aqui transliteradas. (N.d.T.)
(2) 1448a, 23-24. Aristóteles insiste freqüentemente sobre o fato que o teatro imita pessoas em ação - 1449b, 26, 32 e 37; 1450a, 16-17: "A tragédia é imitação não de pessoas, mas de uma ação e de uma vida"; 1450b, 3-4. Sua análise refere-se à tragédia, uma vez que a análise da comédia estava na parte da obra que foi perdida; mas, se colocarmos entre parênteses o que concerne apenas à tragédia, permanecem algumas proposições que convêm às diversas formas de teatro.
Duas causas naturais determinam as ações: o caráter e o pensamento. A ação teatral é a de personagens que possuem este ou aquele caráter, estes ou aqueles pensamentos. Portanto, "chamo fábula, mítos, à composição dos atos, e caracteres, tô éthos, àquilo que nos faz dizer que os que agem têm esta ou aquela qualidade, e pensamento, ê diánoia, a tudo aquilo em que, ao falar, manifestam algo ou então declaram sua decisão". Eis portanto três partes na obra. Ora, a mais importante é a ação. Com efeito, sem a ação não poderia haver tragédia; mas há tragédias sem caracteres e uma fábula tocante é preferível a tiradas morais, por mais elaboradas que sejam. "A fábula é o princípio e como que a alma da tragédia." Primado da ação sobre a psicologia e as idéias, tal é a pura doutrina aristotélica (Resumo aqui 1450a até b).
À fábula, aos caracteres e aos pensamentos, Aristóteles acrescenta uma quarta parte: a elocução ou estilo, interpretação em prosa ou em verso daquilo que as personagens têm no espírito. Mas, uma vez que se trata de personagens que agem e não de um narrador, uma quinta parte será o espetáculo, ópsis, ou melhor: ô tés opseos kósmos, "a organização do espetáculo", 1449b, 33-34.
A organização do espetáculo não é obra do poeta enquanto poeta. Ela provém de uma técnica que não encontra suas regras em uma Arte poética, "Para a encenação, peri tén apergasían ton ópseon, a arte do homem que fabrica os acessórios, e tou skeuopoiou tékne, é mais importante que a do poeta", 1450b, 18-24.
"O homem que fabrica os acessórios" não é aliás o único técnico que intervém ao lado do poeta. A linguagem de tragédia é "ornamentada", edusménos lógos; os "ornamentos" são o ritmo, a harmonia e o canto; o mais importante é o último, 1449b, 25 e 28, 1450b, 16.
(3) Na interpretação desse texto e do que se segue, não devemos esquecer - e Gouhier não o enfatiza suficientemente, criando mesmo uma certa confusão em torno do assunto -, não devemos esquecer que a ação é "tornada presente" pelo ator num campo puramente ficcional. É apenas em nossa imaginação que o ator empresta seu ser à personagem. A ação do ator (intérprete, executante) não identifica-se com a ação da personagem.
(4) Adolphe Boschot, A juventude de um romântico, Hector Berlioz (1803-1831), Paris, Plon, 1906, pág. 385; ver todo o capítulo XII, 1830, A Fantástica.
(5) Aqui Gouhier novamente embaralha-se na sua exposição. A existência, como os atributos, pode ser abstraída (senão o que o autor quereria dizer com essa palavra?). E se os atributos e propriedade não podem existir por si mesmo, também a existência não pode se dar sem nenhum atributo ou propriedade. O que nos parece que ele quer dizer é que é só aquilo que existe concretamente pode ser uma presença. Mas há uma presença da música, ou do quadro, ou do edifício arquitetônico. O que distingue a presença no teatro é que é a presença de alguém - o ator é uma pessoa, o ator é um homem. (N.d.T.)
(6) Na verdade "intuição" é o termo que convém - intuição intelectual. É a inteligência que olha e, intuitivamente, sem apelo direto à razão ou a qualquer outra faculdade, sabe que ele está lá, que ele existe. A certeza de Marcel, que o autor evoca algumas linhas abaixo, dá-se exatamente na inteligência através de uma intuição. Do contrário a certeza da existência desse homem seria a conclusão de um raciocínio, uma dedução realizada a partir dos dados captados pelos sentidos (dos atributos e propriedades).
(7) Gabriel Marcel, Position et approches concrètes du mystère ontologique, texto que se segue a Le monde cassé, Paris, Desclée de Brouwer, 1933, pág. 275.
In "L´Essence du Théâtre", Henri Gouhier, Librairie Plon, Paris, 1943, págs. 1-7. Tradução de Roberto Mallet.
Fonte: Grupo Tempo
| O Anjo Pornográfico: a Vida de Nelson Rodrigues Ruy Castro Monumental e brilhante reconstrução da vida do polêmico jornalista, escritor e dramaturgo brasileiro. Leia a entrevista com o autor. | |
| Décio de Almeida Prado: Um Homem de Teatro Flavio Aguiar & Vilma Sant'anna Areas & João Roberto Faria A personalidade de Décio Prado é retratada neste livro para atores, críticos de teatro, encenadores, autores, professores e alunos. Desta forma, com o homem de teatro desdobrado em ator, professor, entre outros, podemos conhecer mais sobre sua personalidade. | |
| História Concisa do Teatro Brasileiro: 1570 - 1980 Décio de Almeida Prado Fartamente ilustrado com fotos e caricaturas de época, este livro é uma espécie de súmula dos diversos escritos que o maior crítico teatral do país dedicou as artes cênicas ao longo de mais de meio sêculo. | |
| Maria Clara Machado: Eu e o Teatro Maria Clara Machado Através de cartas trocadas pela autora com seu pai e família, o leitor tem a possibilidade de desvendar um pouco mais a personalidade da dramaturga. |

Teatro, Escolas, Cursos.
São Paulo - SP
Cursos Regulamentados
Continua abaixo
Interior
Curso de Especialização
Cursos Livres
Interior
Cenografia
Escolas de Circo
Continua abaixo
Teatro, Escolas, Cursos.
Rio de Janeiro - RJ
Cursos Regulamentados
Cenografia e Figurino
Cursos Livres
Escola de Circo
CINEMA

Academia de Hollywood muda regras para o Oscar estrangeiro
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou na última sexta mudanças no processo e nas regras de seleção dos candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
A definição dos cinco indicados para disputar a estatueta será feita em duas etapas. O grupo de membros da Academia (residentes em Los Angeles) que até hoje definia os concorrentes passa a fazer uma pré-seleção de nove finalistas. Um segundo grupo de jurados -formado por dez membros do júri inicial, dez da Academia em Los Angeles não-participantes da primeira fase de seleção e dez da Academia em Nova York- terá três dias para ver os nove títulos finalistas e decidir os cinco que de fato disputarão a estatueta.
O número de inscritos ao Oscar de melhor filme estrangeiro tem sido próximo de 60 a cada ano. O processo de seleção adotado vinha sofrendo críticas de diversos países. As principais reclamações eram em relação ao suposto perfil conservador do grupo de seleção, devido à alta média etária de seus componentes. Outra suspeita freqüentemente apontada é a de que muitos votantes indiquem seus preferidos sem de fato haver assistido a todos os títulos inscritos.
A Academia afirmou no entanto que "a principal razão da seleção em duas etapas é permitir que membros ocupados participem do processo sem ter de se comprometer durante diversos meses [com a tarefa]".
Outra mudança anunciada foi a exclusão da exigência de que os candidatos sejam majoritariamente falados na língua de seu país de origem.
As modificações valem já para a próxima edição, que tem a entrega das estatuetas prevista para 25/2.
Na votação para os documentários concorrentes também houve mudança. O critério de pontuação média foi substituído pelo "sistema de preferência" dos jurados.
Lucros de Bollywood voam alto nas costas do Superman indiano

O primeiro super-herói de Bollywood está dando superlucros à prolífica indústria cinematográfica da Índia.
"Krrish", a história de um clone de Superman que, além de voar, também canta e dança, veio coroar uma série de filmes não convencionais que aumentaram a arrecadação das bilheterias indianas no primeiro semestre para cerca de 70 milhões de dólares -- uma das melhores nos últimos anos, disseram fontes do setor na segunda-feira.
Com mais histórias incomuns previstas para chegar às telas ainda este ano, 2006 pode acabar sendo um ano de sonhos para o cinema indiano, que opera com margens de lucros pequenas e é conhecido por produzir mais fracassos do que sucessos.
"Krrish" conta a história de um homem dotado de superpoderes que salva o mundo de um cientista louco. O filme é o campeão de bilheterias deste ano -- arrecadou quase 15 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana em cartaz, um recorde para a Índia.
A expectativa é de que, até o próximo fim de semana, ele terá arrecadado facilmente 1 bilhão de rúpias (22 milhões de dólares).
A sequência de sucessos deste ano começou com "Rang De Basanti" (pinte-me da cor do açafrão). A história de cinco jovens egocêntricos e seu despertar para a vida é estrelada pelo recluso ator Aamir Khan. O filme arrecadou 500 milhões de rúpias, um valor considerável pelos padrões de Bollywood.
O filme seguinte do ator foi "Fanaa" (extinção), que trata da mudança de visão de um terrorista islâmico e tem um clímax anticonvencional. O filme já arrecadou 900 milhões de rúpias e ainda está em cartaz em muitos cinemas.
Outros sucessos mais moderados do ano incluem a comédia "Phir Hera Pheri" (trapaceado outra vez) e "Gângster".
"Tudo indica que 2006 será um dos melhores anos de Bollywood nos últimos tempos", disse o analista de Bollywood Taran Adarsh.
Foi o ícone envelhecido das telas indianas Amitabh Bachchan quem ajudou a reverter o declínio de Bollywood, em 2005, e o setor espera que ele possa garantir mais um ano bom para as bilheterias.
Os sucessos de Bachchan em 2005 arrecadaram quase 22 milhões de dólares, ajudando Bollywood a reduzir seus prejuízos para 1,35 bilhão de rúpias, sobre um investimento de 10 bilhões de rúpias.
Para Bachchan, de 63 anos, o ano não teve um começo muito promissor. Mas Bollywood nutre altas esperanças em relação a "Kabhi Alvida Na Kehna" (nunca diga adeus), um melodrama extraconjugal que tem lançamento previsto para este mês.
Também é ansiosamente aguardado o filme "Zamanat" (fiança), em que Bachchan representa um advogado cego.
>makeFooter();
A estréia de "Superman - O Retorno"
nos Estados Unidos foi a mais lucrativa dos estúdios Warner, com um
faturamento de US$ 84,2 milhões em cinco dias.
O estúdio espera arrecadar US$ 110 milhões na primeira semana,
para um filme que custou US$ 250 milhões.
Entre os super-heróis, no entanto, Superman perde na capacidade
de gerar dinheiro. Enquanto que "Superman - O Retorno" arrecadou US$
21 milhões na estréia, o "Homem-Aranha 2" faturou US$ 40,4 milhões,
em 30 de junho de 2004.
Em seus primeiros cinco dias de projeção, "Homem-Aranha 2"
arrecadou US$ 152,4 milhões, quantia muito superior à do filme do
Superman. O homem de aço ganha, no entanto, de Batman. No ano passado, a
arrecadação dos cinco primeiros dias de "Batman Begins" foi de US$
72,8 milhões.
"Superman - O Retorno" marca a volta do super-herói às telonas
após 19 anos. Dirigido por Bryan Singer e protagonizado por um jovem
e desconhecido Brandon Routh, trata-se do quinto filme com aventuras
do homem de aço.
Tanto o primeiro, "Superman: O Filme" (1978), como "Superman II -
A Aventura Continua" (1980) foram grandes sucessos de público. Mas
os dois seguintes, "Superman III" (1983) e "Superman IV - Em Busca
da Paz", não tiveram uma boa bilheteria, apesar de ter Christopher
Reeve no papel principal.
No total, os quatro primeiros longas arrecadaram US$ 318,05
milhões, um número que "Superman - O Retorno" espera superar. Por
enquanto, o filme é projetado em 8.500 telas nos EUA.
Até agora, o filme faturou apenas US$ 19,8 milhões no exterior,
já que esperará o fim da Copa para estrear nos principais mercados
europeus.
A audiência de "Superman - O Retorno" foi 57% masculina e 43%
feminina, apesar da ênfase de seus criadores de apresentar o filme
como uma história de amor.
>makeFooter();

------------------------------------------------------------
» "RICARDO III" - estreiou 27/5
» Quintas e sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 18h
» Teatro Faap (Rua Alagoas, 903. Informações: (11) 3662-7233)
» Ingressos: R$ 50 (quintas e sextas) e R$60 (sábados e domingos)
Mudando de assunto e saindo da Copa.
|
||
![]() | ||
![]() | ||
![]() | ||
|
||