Argentinos ficam atordoados com eliminação da Copa do Mundo

Torcedora antes...

Torcedoras depois do jogo...

Alemanha - Notas

Lehmann 8
Ballack 7
Klose 7
Friedrich 6
Mertesacker 6
Metzelder 6
Philipp Lahm 6
Odonkor 6
Schneider 6
Frings 6
Borowski 6
Schweinsteiger 6
Podolski 6
Neuville 6

Argentina - Notas

Ayala 5
Tevez 5
Leo Franco 4
Abbondanzieri 4
Coloccini 4
Heinze 4
Sorín 4
Mascherano 4
Lucho González 4
Maxi Rodriguez 4
Riquelme 4
Crespo 4
Cambiasso 3
Julio Cruz 3

Reuters

Melhor da partida

Ballack não brihou, mas foi escolhido o melhor pela Fifa

Reuters

O violento

Heinze foi quem mais cometeu faltas, com um total de 6 no jogo

EFE

A parede

O zagueiro Metzelder parou o ataque rival com 30 desarmes

AFP

O soneca

Tevez recebeu 48 bolas e se esforçou, mas perdeu 13 delas

A Argentina já era!

Alemanha despacha a temida Argentina

Na primeira partida entre duas campeãs mundiais na Copa de 2006, a Alemanha, graças ao goleiro Jens Lehmann, é a primeira semifinalista do Mundial. Nesta sexta-feira, a dona da casa viu a classificação ficar distante ao sair atrás no placar, mas arrancou o empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação e, nos pênaltis, eliminou a até então temida Argentina por 4 a 2. Sem grande participação com a bola rolando, Lehmann foi o grande herói do desempate, ao defender as cobranças de Ayala e Cambiasso. Assim, os argentinos, que nesta quinta comemoraram 20 anos do bi mundial, acumularam mais um fracasso em Copas.

Oitavas | 27 Junho
Espanha
1
França
3
Oitavas | 27 Junho
Brasil
3
Gana
0

Copa 1962-Chile


Robinho treina sem dores, mas não testa chute...

"se não chutar não vai jogar!"

Reuters

Robinho treinou com bola, mas não testou o músculo lesionado

O volante Emerson e o meia-ofensivo Kaká, ambos com dores no joelho direito, estão em tratamento intensivo. Segundo o médico José Luiz Runco, a dupla, por ora, está vetada para a montagem da equipe que enfrentará os franceses. "Se o jogo fosse amanhã, eles estariam fora", afirmou Runco.
BOLETIM MÉDICO
Kaká e Émerson
Pancadas nos seus tornozelos geraram dores nos ligamentos do joelho. Estariam vetados se jogo fosse amanhã
Lúcio
Apesar de sentir dores ao levar pancada contra Gana, melhorou e já está liberado para treinar no campo
Robinho
Em evolução, jogador voltou a treinar no campo e até bateu bola, mas ainda não chutou

Os donos do mundo

Nem romanos nem britânicos. Nem persas nem egípcios. Nunca uma nação foi tão poderosa quanto os Estados Unidos são hoje. Como e por que eles se tornaram a maior potência de todos os tempos?

 


Responda rápido: quem descobriu os Estados Unidos? Se você é como eu e não sabe a resposta, não se acanhe. Os americanos também não. É que para eles, diferentemente de nós, brasileiros, que marcamos o nascimento do Brasil na chegada de Cabral, o evento fundador de sua nacionalidade é outro: a chegada do advogado britânico John Winthrop a Massachusetts, em 1630.

Adepto de uma seita religiosa radical para a época, os puritanos, e descontente com o anglicanismo - a religião oficial dos ingleses e do rei Carlos I -, Winthrop e as cerca de 700 pessoas que o acompanharam deixaram a Inglaterra para criar sua própria sociedade, num lugar ainda intocado pelos vícios: a América. Winthrop e sua turma adoravam a idéia de estarem chegando a uma espécie de Terra Prometida, a ser regida pelas leis divinas e, portanto, predestinada a dar certo e a se tornar um exemplo de virtude para o resto do mundo. Os Estados Unidos ainda levariam 140 anos para nascer, mas a idéia do que é ser americano estava lançada.

Para entender esses primeiros americanos, no entanto, é preciso lembrar como era a Inglaterra e como era a vida por lá, no século 17. Sim, porque os primeiros americanos eram britânicos e, portanto, súditos do maior império de seu tempo.

Desde o século anterior, principalmente no reinado de Elizabeth I, os ingleses vinham assumindo o posto de superpotência que pertencera à Espanha (e do qual até Portugal já tirara uma casquinha). Ser uma potência, na época, era ter navios. E a Inglaterra tinha uma grande, uma baita frota para levar seus produtos o mais longe possível e trazer de lá matérias-primas baratinhas, quando não de graça, para fazer mais produtos e levá-los ainda mais longe.

Do ponto de vista social, o vaivém de mercadorias havia criado nas cidades uma camada de homens ricos, chamados burgueses, e uma grande massa de homens pobres, resultado do êxodo rural. Winthrop fazia parte do primeiro grupo, bem como a imensa maioria dos puritanos, que estavam preocupados com a elasticidade moral típica das grandes cidades: ninguém mais ia à igreja, os políticos mandavam mais que os religiosos e o dinheiro mandava ainda mais que os políticos.

A colonização de novas terras pareceu, então, uma boa idéia em todos os sentidos e, para colocá-la em prática, a coroa inglesa chamou duas empresas: as companhias de Londres e de Plymouth, que ficaram responsáveis por recrutar, armar e, mais importante, financiar as viagens. É por isso que é comum dizer que a colonização dos Estados Unidos foi feita pela iniciativa privada. Fato que se tornou um dos pilares da civilização norte-americana, do qual eles se orgulham tanto.

Esses seriam os fundadores dos Estados Unidos, mas é bom lembrar que eles não eram os únicos a ocupar o território americano, no século 17. Ou seja, sua Terra Prometida já tinha dono.

Os primeiros a chegar lá foram os espanhóis, no século 16. Mais preocupados em explorar as ilhas do Caribe e o ouro e a prata do México, eles se aventuraram pela costa da atual Flórida, onde, quando não estavam procurando a fonte da juventude ou sendo devorados por aligatores, criaram meia dúzia de entrepostos comerciais.

No século 17, porém, os espanhóis já não podiam mais sustentar seus interesses imperiais na América e se concentraram em administrar e explorar a Nova Espanha, ou México (região que ia, além do México atual, ao Texas e à Califórnia). Havia ainda uma larga fatia pertencente aos franceses, a chamada Louisiana, que ia do Mississípi à fronteira com o Canadá. Além, é claro, dos índios que já estavam lá. Vinte e cinco milhões

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Inimigo interno

A predominância dos colonos ingleses sobre seus vizinhos foi um longo processo que incluiu negociações diplomáticas, algum dinheiro e muita, muita porrada. Os primeiros a dançar, só para variar, foram os índios que ocupavam a região litorânea onde os ingleses aportaram. Quem não fugiu morreu pela guerra e, sobretudo, pelas doenças que os brancos espalhavam, muitas vezes, de propósito.

Em 1673, cercado no forte Pitt pelos guerreiros do chefe Pontiac, o general inglês Jeffrey Amherst ordenou ao capitão Simon Ecuyer que enviasse aos índios cobertores e lençóis. Mostra de boa bontade? Que nada: os cobertores vinham direto da enfermaria, onde os soldados padeciam vítimas de uma epidemia de sarampo. Em alguns dias, os ingleses estavam curados e os índios, milhares deles, mortos.

O próprio John Winthrop, eleito o primeiro governador de Massachusetts, tinha uma desculpa na ponta da língua para justificar a tomada das terras dos índios. Ele as declarou "vácuo legal". Os índios, dizia, não "subjugaram" a terra e, portanto, possuíam apenas "direito natural" sobre ela, mas não "direito civil". E, como bom advogado que era, para ele um direito apenas "natural" não tinha nenhum valor jurídico.

A oeste e norte dos assentamentos ingleses, colonos franceses ocupavam regiões que, para populações dedicadas à caça e ao comércio de peles, eram de grande importância econômica, como as terras banhadas pelos rios Ohio, Missouri e Mississípi. As hostilidades eram constantes e, até a metade do século, em pelo menos cinco ocasiões os vizinhos acabaram em guerra.

A animosidade entre os colonos na América era alimentada, ainda, pela rivalidade entre Inglaterra e França na Europa, fato determinante nas relações internacionais do século 18. Em pleno processo de desenvolvimento capitalista, a burguesia inglesa via na França, onde a monarquia entrava em crise, um obstáculo a sua expansão comercial, marítima e colonial.

A rixa chegaria ao ponto máximo entre 1756 e 1763, durante a Guerra dos Sete Anos, e teria impacto decisivo sobre a vida na América. Após a guerra, com o pretexto de recuperar as finanças do Estado, os ingleses, que já vinham adotando medidas mais rígidas em relação ao monopólio sobre as colônias americanas (como as proibições da fabricacão de aço, em 1750, e de tecido, em 1754), adotaram uma série de leis para garantir as vendas (e os lucros e os impostos pagos pelos produtos de empresas inglesas, particularmente o chá).

A insatisfação nas colônias atingiu o máximo quando os territórios da Lousiana, tomados da França, foram declarados da coroa e os colonos, proibidos de pisar por lá. Uma senhora decepção, principalmente para fazendeiros e criadores de gado do sul que esperavam ocupar essas terras.

Em 1774, os americanos estavam cheios dos ingleses e para se livrar deles foram tão, mas tão tipicamente americanos. Primeiro organizaram um boicote (um bloqueio comercial) aos produtos da metrópole. Em seguida, formaram comitês pró-independência que tinham duas funções: fazer propaganda antibritânica e juntar armas e munições.

No ano seguinte, a guerra começou e, em 1776, os americanos declararam-se independentes. Para tanto, escreveram um documento maravilhoso. A Declaração da Independência teve grande significado político não só porque formalizou a independência das primeiras colônias na América, dando origem à primeira nação livre do continente, mas porque trazia em seu bojo o ideal de liberdade e de direito individual e o conceito de soberania popular, representando uma síntese da mentalidade democrática e liberal da época.

Redigido por Thomas Jefferson, o texto, em seu trecho mais famoso, afirma: "Todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre estes a vida, a liberdade e a procura da felicidade. A fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados. Sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade".

Isso, no fim do século 18, soou como revolução. E era. Pela primeira vez na história uma colônia se tornava independente por meio de uma revolução. Com essa iniciativa, os americanos se anteciparam à Revolução Francesa e criaram o primeiro regime democrático do planeta. E isso não era pouca coisa.

Mas os ingleses, é claro, não deram a menor bola para toda essa poesia e enviaram tropas para tomar os principais portos e vias fluviais e isolar as colônias. Liderados por George Washington, os americanos organizaram um exército, formaram milícias populares e reagiram.

Mas não lutaram sozinhos: a França, eterna inimiga dos ingleses, entrou na guerra em 1778 e a Espanha, no ano seguinte. Em 1781 as tropas coloniais e francesas derrotaram os ingleses na decisiva Batalha de Yorktown e, em 1783, foi assinado o Tratado de Versalhes, no qual a Inglaterra reconhecia a independência das 13 colônias.

Rumo oeste

Após a independência, os agora denominados Estados Unidos da América ainda eram um paisinho nanico que se estendia verticalmente entre o Maine e a Flórida e horizontalmente entre o Atlântico e o Mississípi.

Mas isso estava prestes a mudar. Alimentados ideologicamente pelo chamado "destino manifesto", que defendia a idéia de que os americanos teriam sido escolhidos por Deus para a missão de ocupar as terras entre os oceanos Atlântico e Pacífico, os Estados Unidos iniciaram um processo de expansão que se estenderia por mais de um século e que, no final, lhes daria as fronteiras atuais e o posto de quarto maior país do mundo.

Primeiro eles foram às compras e, em 1803, adquiriram dos franceses a Lousiana, por 15 milhões de dólares (ou 257 bilhões de dólares em valores atualizados). Em seguida, em 1819, compraram a Flórida da Espanha por apenas 5 milhões de dólares. O Oregon, na costa do Pacífico, cedido pela Inglaterra em 1846, saiu de graça, e o Alasca, comprado da Rússia em 1867, custou 7 milhões de dólares.

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O novo país não parava de crescer e, enquanto a Europa era varrida pelas guerras napoleônicas, os Estados Unidos tornavam-se a terra das oportunidades, da liberdade e dos imigrantes. Atraídos pelo trabalho ou pelo ouro - descoberto na Califórnia, em 1848 -, milhões deles chegavam da Inglaterra, Itália, Irlanda, Espanha, Suécia, Polônia e Rússia, entre outros, no maior movimento migratório internacional da história. A população do país saltou de 4 milhões, em 1801, para 32 milhões em 1860.

No campo político, o expansionismo tinha um patrocinador de peso: o presidente James Monroe, que governou entre 1817 e 1825 e foi autor da frase "América para os americanos". A idéia da chamada Doutrina Monroe era fazer frente à onda recolonizadora que tomou conta da Europa, após a derrota de Napoleão.

Para o historiador americano Howard Zinn, a frase "deixou claro para as nações imperialistas européias, como Inglaterra, Prússia e França, que os Estados Unidos consideravam a América Latina como sua área de influência". Na prática, conforme os interesses territoriais dos Estados Unidos aumentaram, a Doutrina Monroe ganharia outra definição, muito mais sarcástica: "América para os norte-americanos".

Dita com sarcasmo ou não, a Doutrina Monroe funcionou no caso da ocupação dos territórios do México. Desde que se tornaram independentes da Espanha, em 1824, os mexicanos permitiram que os americanos ocupassem terras no norte do país, exigindo em troca apenas a adoção do catolicismo nessas áreas.

Envolvido em constantes conflitos pelo poder e por ditaduras, os mexicanos nunca consolidaram seu poder na região e, em 1845, os colonos americanos proclamaram a independência do Texas em relação ao México, incorporando-o aos Estados Unidos. Iniciava-se a Guerra do México. Em três anos, a ex-colônia espanhola perdeu, além do Texas, o Novo México, a Califórnia, Utah, Nevada e partes do Colorado e do Arizona. Ou seja, depois da guerra, cerca de metade das terras do México incorporou-se aos Estados Unidos.

Restava a conquista das terras indígenas, conhecidas como Oeste Selvagem. Quando os ingleses chegaram, havia mais de 25 milhões de índios na América do Norte e cerca de 2 mil idiomas diferentes. Ao fim das chamadas "guerras indígenas", restavam 2 milhões, menos de 10% do total. Para o etnólogo americano Ward Churchill, da Universidade do Colorado, esses três séculos de extermínio e, particularmente, o ritmo com que isso ocorreu no século 19 caracterizaram-se "como um enorme genocídio, o mais prolongado que a humanidade registra".

Ao lado da expansão, veio a prosperidade econômica. Enquanto o norte crescia com o comércio e a indústria cada vez mais sólida, o sul permanecia agrícola e as novas terras do oeste eram tomadas pela pecuária e pela mineração. Ao longo do século 19, essas diferenças se agravaram.

"Os Estados Unidos formavam um único país, mas esse país pensava, trabalhava e vivia diferente, abrigando na realidade duas nações: o Norte-Nordeste, industrial e abolicionista, de um lado, e o Sul-Sudeste, rural e escravista, de outro", afirma o historiador Phil Landon, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Segundo ele, a manutenção da escravidão no Sul, associada a outros elementos também conflitantes, como questões alfandegárias, levaram, em 1860, as duas metades à guerra civil, na qual morreram 620 mil americanos, ou 2% da população.

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Fronteira final

O Norte ganhou a guerra, os estados permaneceram unidos e partiram na direção do desenvolvimento, o que, na época, significava ir mundo afora buscando consumidores para os produtos de sua indústria. O acesso ao Pacífico deu às ambições americanas um caminho óbvio: a Ásia. E foi ali que os Estados Unidos definiram as linhas mestras da sua influência internacional.

Ao contrário das potências coloniais européias, que ocupavam e mantinham o controle político de suas colônias - caso da Inglaterra na Índia e da França na Indochina, por exemplo -, a jovem nação americana não estava interessada em exercer o domínio sobre outros povos. Cada país que cuidasse dos assuntos internos à sua maneira, desde que os interesses comerciais americanos fossem preservados. Essa estratégia levava o nome de "Portas Abertas", ou seja, o acesso dos produtos e dos capitais americanos a qualquer lugar do mundo.

Mas o fato é que nem sempre as portas se abriam apenas com a conversa dos enviados de Washington. Nesses casos, era preciso um empurrãozinho. Foi o que ocorreu com o Império Japonês, que ficou fechado, durante séculos, ao intercâmbio com o exterior.

Em 1852, depois de 15 anos de infrutíferos esforços diplomáticos, a paciência americana acabou. Quatro navios de guerra, sob o comando do comodoro Matthew Perry, posicionaram-se na baía de Tóquio e apontaram seus canhões para a cidade. Um emissário foi à terra para negociar - e ameaçar - as autoridades japonesas. Caso se recusassem a liberar os portos do país ao comércio, seriam bombardeados. Os japoneses toparam. Acordo semelhante foi firmado com a China, que estendeu aos americanos os privilégios concedidos aos europeus.

No fim do século 19, o país já possuía a maior economia do planeta e uma força naval só comparável à inglesa e à prussiana. O avanço das fronteiras estava esgotado e todos os territórios, no leste e no oeste, colonizados.

Uma severa recessão econômica, iniciada em 1893, insuflou as tensões sociais até então mantidas sob controle graças à permanente abertura de novas terras para a exploração. Entre as elites econômicas, começou a prosperar a idéia de que a única saída para a crise era a ampliação dos mercados no além-mar.

Na mesma época, um capitão da Marinha americana, Alfred Thayer Mahan, publicou seu livro A Influência do Poder Marítimo na História. A obra, que teve entre seus leitores mais entusiastas o futuro presidente Theodore Roosevelt, propunha a instalação de bases navais americanas no Caribe e no Pacífico e a abertura de uma ligação entre os oceanos pelo Panamá. Só assim seria possível sustentar o avanço comercial dos americanos no Extremo Oriente, onde se concentrava a competição entre as potências econômicas ocidentais.

As idéias de Mahan orientaram a decisão de anexar o Havaí, em 1897. Também influenciaram na determinação de recorrer às armas para abiscoitar as possessões espanholas que ainda restavam.

Fazer uma guerra contra a Espanha - e sua influência imperial - tinha entre seus líderes, além de políticos ambiciosos como Ted Roosevelt, donos de jornais, como William Randolph Hearst - o magnata da imprensa que inspirou o filme Cidadão Kane, de Orson Welles. Era gente que achava que o "destino manifesto", ou seja, a predestinação americana para liderar os países rumo à democracia, deveria ir além da América do Norte.

"A Espanha, em plena decadência, enfrentava rebeliões anticoloniais em Cuba e nas Filipinas, e os partidários da guerra diziam que os Estados Unidos tinham o dever de ajudar os rebeldes em luta pela liberdade", diz a historiadora Sophia Rosenfeld, da Universidade da Virgínia. O pretexto para a ação militar ocorreu depois da explosão de um navio americano no porto de Havana, em 18 de fevereiro de 1898.

Os jornais americanos trataram o fato como um atentado arquitetado pela Espanha. "Querendo evitar a guerra, os espanhóis chegaram a se desculpar, mas hoje há praticamente um consenso entre os historiadores de que a explosão não foi um ato de guerra, mas, provavelmente, acidental", afirma Sophia. Pressionado pela histeria belicista, em 25 de abril o presidente William McKinley declarou guerra à Espanha.

A Espanha, totalmente despreparada, com equipamento antiquado, quase não ofereceu resistência. Dos 200 mil espanhóis em Cuba, apenas 12 mil foram mobilizados para defender Santiago, na maior batalha terrestre contra os americanos.

A Marinha americana arrasou os antigos navios espanhóis sem sofrer qualquer baixa. Nas Filipinas, a situação não foi diferente. A principal batalha naval foi travada na baía de Manila, no dia 1º de maio. Seis dos mais modernos e bem armados navios de guerra americanos enfrentaram a esquadra espanhola formada por sete navios. Três deles eram de madeira e um quarto precisou ser rebocado até o local da batalha. Os canhões instalados em terra, em Manila, não puderam ser usados, pois os comerciantes espanhóis impediram que entrassem em combate temendo que isso provocasse disparos dos navios americanos contra suas propriedades na orla.

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Os espanhóis se renderam em menos de quatro meses, em 12 de agosto, e os Estados Unidos emergiram, aos olhos do mundo, como uma verdadeira potência imperial. Cuba, formalmente libertada do jugo colonial, passou a ser administrada pelos americanos, que mantiveram os rebeldes locais à margem do poder. Porto Rico se integrou aos Estados Unidos e as distantes ilhas Filipinas foram anexadas, transformando-se na primeira colônia americana.

Os filipinos, frustrados por não obterem a independência, se rebelaram em 1899. Os Estados Unidos levaram três anos para esmagar a insurreição, numa campanha em que mobilizaram 120 mil soldados. Os combates provocaram a morte de 4 mil americanos e mais de 200 mil filipinos, na maioria civis, vítimas dos bombardeios indiscriminados e da fome, causada pela destruição das lavouras. Foi a primeira vez que os americanos enfrentaram um povo em luta pela libertação nacional.

Poder global

A vitória na Guerra Hispano-Americana garantiu aos americanos o controle do Caribe e da América Central. Na gestão de Ted Roosevelt, iniciada em 1901, o país instalou um regime de tutela política e financeira sobre a região e despachou tropas para o México, Nicarágua, Haiti e outros países, a pretexto de ensiná-los a "eleger os homens certos", como diziam as propagandas americanas da época, para os postos de governo.

A velha Doutrina Monroe, de 1823, ganhou finalmente vigência plena. Em 1904, o Congresso americano adotou como política oficial o direito de intervir nos países latino-americanos que se mostrassem incapazes de garantir a ordem interna ou de honrar suas dívidas com os bancos estrangeiros. Roosevelt escreveu textualmente na sua mensagem ao Congresso, por ocasião de sua posse, que os Estados Unidos, "embora relutantes", estavam prontos a "exercer seu papel de polícia internacional" na América Latina nos casos em que se verificasse "a crônica incapacidade" (dos governantes locais) ou "a impotência que resulte no enfraquecimento dos laços da sociedade civilizada".

Os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, em 1917, como a única potência hegemônica em seu próprio hemisfério, e saíram dela ainda mais fortes, como a maior força militar do planeta - afinal, foi o Tio Sam quem desempatou o jogo nas trincheiras da Europa, selando a derrota dos impérios alemão, austro-húngaro e turco-otomano. Começava a investida americana pela supremacia global que, no mundo abalado pela recessão do período entre-guerras, pela ascensão das ideologias fascistas e, por fim, pela Segunda Guerra, só se confirmaria nas cinzas de Hiroshima, quando os Estados Unidos deram uma mostra - talvez a maior de todas - de seu poder e determinação militar.

"Depois da guerra e diante da destruição sofrida pelos eventuais competidores, os americanos passaram a dominar a maior parte do globo", diz o historiador Amadeo Giceri, da Universidade Estadual do Kansas. O vazio de poder em escala global e o confronto com a União Soviética - um rival de segunda classe, restrito a seu cinturão de segurança no Leste Europeu e irrelevante como potência econômica - deram aos americanos a chance de alcançar a meta que perseguiam desde o século 19: usar seu poderio militar para abrir o mundo ao comércio e aos investimentos das empresas americanas.

"Os Estados Unidos estenderam sua influência à Indochina e ao Oriente Médio, diante da incapacidade de França e Inglaterra de preservar seus interesses nas ex-colônias", afirma Giceri. Para ele, a Guerra Fria contra os soviéticos e a teoria da luta contra o "mal maior", ou seja, o comunismo, justificava a presença e a interferência americana nos assuntos internos dos países espalhados pelo globo.

Enfrentar o "mal maior" por vezes significou patrocinar guerrilheiros e golpistas, como no Irã e na Guatemala, na década de 1950. O fim da União Soviética, em 1991, instalou confortável e definitivamente os Estados Unidos no posto de única superpotência.

Ser ou não ser

Mas é justo, diante das guerras do Iraque e do Afeganistão, chamá-los de "império". Os americanos, de um modo geral, acham muito estranho, e até se sentem ofendidos.

Em 230 anos de independência, sucessivos ocupantes da Casa Branca têm se esmerado em desmentir a intenção de dominar outras nações. O primeiro foi McKinley, em 1898, que depois da guerra com a Espanha garantiu que "nenhum desejo imperial se espreita na mente americana". O último foi George W. Bush em sua campanha à reeleição, que depois de invadir o Afeganistão disse que "nosso país não busca a expansão do seu território, e sim a ampliação do campo da liberdade".

Para o sociólogo americano Michael Mann, a hegemonia dos Estados Unidos contém um paradoxo. Segundo ele, ao espalharem pelo mundo os valores democráticos, os Estados Unidos reforçam a noção de que cada povo deve ser dono do seu próprio nariz.

"A ideologia do liberalismo e a disseminação do conceito moderno de soberania nacional trariam embutidos os anticorpos contra qualquer plano de dominação." Ou seja, se os Estados Unidos são o problema, também são a solução, pois, diferentemente de qualquer conquistador do passado, os americanos, que carregam na bagagem o ideal da liberdade e da democracia, levam junto os canhões e os capitais. Aí residem a força e a fraqueza do seu império.

Sou fã dela desde o tempo do Chorus Line

Se o Brasil for Campeão (Hexa) espero que nenhum jogador dessa copa, nem Parreira, e Zagalo vá ao Planalto... Não permitam que o Lula tire proveito disso nessa eleição! Espero que nossos craques também sejam craques em cidadania!

É engraçado, sempre leio em Copas do Mundo que fulano não deveria ser o titular, que melhor seria sicrano e que beltrano tá em grande forma!

Nessa seleção os profetas do apocalipse queriam outro goleiro porque o Dida não vinha bem..Rogério Ceni lá.

Queriam outro homem de ataque porque o Ronaldo,

“O cara sofre, a três copas só falam mal dele antes, depois batem palmas”, tava gordo! Mas ele resolve, vai lá e marca.

Que Zé Roberto não devia jogar e sim o Juninho Pernanbucano! E o cara foi eleito por duas vezes o melhor no Brasil nessa Copa.

Fora o que falaram de nossos craques Cafu e Roberto Carlos estavam mortos e eles respondem em campo o que nossa elite jornalística faz questão de nos vender, que são inoperantes, incompetentes estão velhos para serem escalados...

Vamos respeitar nossos ídolos, vamos analisar de uma forma correta sem criar um caos antes das quartas de finais, afinal já tentaram...sem sorte até agora! 

E queriam tirar o cara!

Cuidado com e-mails oferecendo fotos de torcedoras peladas na Copa (com títulos como "Naked World Cup game set" e "Crazy Soccer Fans"). Tem muita gente aproveitando o fetichismo em torno da torcida feminina na Alemanha para espalhar worms (vermes, em inglês), tipo de vírus que se multiplica no computador. Se quiser ver algumas das beldades do Mundial, nós aconselhamos acompanhar esse blog. É muito mais seguro. Aliás, a moça desibinida aí em cima foi fotograda nas proximidades do estádio de Dortmund onde o Brasil enfrenta o Japão. Se você não lembra, é a mesma que invadiu o treinamento em Weggis (Suíça) e agarrou Ronaldinho. Marcação cerrada.

 

Arquibancada!

Nosso Felipão é Show!

    

Elas jogam contra ou a favor?

      

Acima a partir da esquerda, a escalação é Lehmann, Podolski, Klose, Huth e Van der Vaat. Abaixo, o time é Buffon, Rooney, Gerrard, Lampard, Reyes e Casillas. O time das WAGs (termo criado pela imprensa inglesa para as "wifes and girlfriends" dos jogadores) está bem equilibrado na Copa. A madrinha delas é a ex-Spice Girl Victoria Beckham, capitã da equipe que se diverte comprando e bebendo enquanto os maridos e namorados jogam. Os tablóides britânicos, que desviam a atenção do público do mal desempenho do "English Team", já ensaiam botar a culpa nelas em caso de tropeço na Alemanha. O mesmo não acontece com as senhoras alemãs, que têm simpatia do público. As brasileiras também estão representadas, tendo à frente Raica e Suzana Werner, companheiras de Ronaldo e Júlio César. Aliás, os nomes delas são Conny, Monika, Silvia, Francesca e Silvie (acima); Alena, Collen, Alex, Ellen, Remedios e Eva (embaixo). (Fotos: Reuters, AFP e EFE)

      

É Hoje!!!!!!!

Warner confirma: "A Ordem da Fênix" estréia em julho de 2007

Segundo o jornal "Folha de S. Paulo" desta segunda (26), a Warner confirmou a estréia do quinto filme de Harry Potter, "A Ordem da Fênix", para o dia 13 de julho de 2007.

Voltam às telonas Daniel Radcliffe, no papel de Harry Potter, Emma Watson, como Hermione Granger, e Rupert Grint, como Ron Weasley. Ralph Fiennes encarna novamente o vilão Lord Voldemort.

A atriz Helena Bonham Carter, que fez a mãe de Charlie na refilmagem de "A Fantástica Fábrica de Chocolate", fará o papel da Comensal da Morte Bellatrix Lestrange. Imelda Staunton, de "O Segredo de Vera Drake', será a terrível Dolores Umbridge. Outras caras novas no elenco serão a de Natalia Tena, no papel da divertida Ninfadora Tonks, e a de Kathryn Hunter como a Sra. Figg.

Depois de muita polêmica, o ator Gary Oldman conseguiu fechar um contrato milionário com a Warner e confirmou sua participação no quinto filme, como Sirius Black. Além disso, Luna Lovegood aparece pela primeira vez na tela, interpretada pela estreante Evanna Lynch, de 14 anos. Ela foi selecionada entre 15 mil garotas que concorreram ao papel.

As filmagens começaram em fevereiro de 2006, sob a direção de David Yates, que já ganhou um BAFTA, prêmio conhecido como o "Oscar" britânico.

A Ordem da Fênix

Aos 15 anos, Harry Potter é um adolescente irrequieto, rebelde e resmungão - idêntico a todo garoto de sua idade. É em "A Ordem da Fênix" que ele se apaixona e dá seu primeiro beijo.

No quinto volume da série, ninguém acredita em Harry sobre a volta de Lord Voldemort, o temido bruxo do mal que recupera seus poderes no fim do quarto livro, "Harry Potter e O Cálice de Fogo". A maior batalha travada pelo bruxo em "A Ordem da Fênix" é ser levado a sério e convencer Hogwarts de que o "Lorde das Trevas" está de volta, mais poderoso do que nunca.

O diretor da escola, Alvo Dumbledore, e seus seguidores são os únicos a levar Harry Potter a sério. Eles criam a secretíssima "Ordem da Fênix", através da qual se organizam para combater Voldemort e seu exército do mal. No entanto, os demais professores e alunos de Hogwarts acham que Dumbledore é louco por acreditar no bruxinho.

O Ministro da Magia, que morre de medo de perder seu cargo para o diretor da escola, aproveita asituação para afastar Dumbledore de suas funções. Em seu lugar, assume Dolores Umbridge, uma verdadeira ditadora: ela baixa "atos institucionais" que impedem os alunos até de falar na sala de aula. O rebelde Harry Potter é um dos mais punidos, e vê Hogwarts - único lugar do mundo de que gostava de verdade - se transformar em um local insuportável.

Enquanto isso, arma-se a grande batalha entre os bruxos do bem e os bruxos do mal: a Ordem da Fênix, de Dumbledore, Harry e seus amigos, contra os Comensais da Morte, liderados pelo Lorde das Trevas. Mas a maior expectativa em torno de "A Ordem da Fênix" refere-se à morte de um dos principais personagens.
 

Felipão é Rei em Portugal!!!!!!!!!!!

Os jornais portugueses comemoraram hoje a classificação da seleção do país, comandada pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, às quartas-de-final da Copa do Mundo, conquistada com uma dramática vitória de 1 a 0 sobre a Holanda.

A primeira página do jornal "A Bola" mostra uma foto dos jogadores de Portugal comemorando a vaga, acompanhado da seguinte manchete: "Estamos nas quartas".

A publicação qualifica os jogadores de Portugal como "heróis da resistência" pelos "nervos de aço" mostrados num jogo com quatro expulsões e muitos minutos em inferioridade numérica para a equipe de Felipão.

"Coração português" foi a manchete do "Recorde", que destaca que a "bomba de Maniche colocou a seleção nas quartas".

O jornal lembra que o jogo das quartas, contra a Inglaterra, acontecerá no "estádio talismã de Gelsenkirchen", mesmo em que o Porto conquistou sua última Liga dos Campeões e Portugal superou o México na fase de grupos.

"Alma Portuguesa", escreveu "O Jogo", mostrando uma fotografia de Maniche e Figo comemorando a vitória, e afirma que o jogo foi "heróico".

Na imprensa geral, o "Diário de Notícias" tem como manchete uma fotografia de Pauleta, Deco e Maniche comemorando o gol que deu a vitória à seleção comandada por Felipão.

A publicação destacou que "Portugal ganhou a batalha de Nuremberg", em referência ao fato de a partida ter superado o recorde de cartões num Mundial - 16 amarelos e quatro vermelhos -, o
que impedirá o brasileiro naturalizado Deco e Costinha de jogarem contra a Inglaterra.

"Marcar, Sofrer, Vencer", destacou o "Jornal de Notícias", que optou por uma fotografia de vários jogadores de Portugal comemorando a vitória no fim da partida em Nuremberg.

O "Público" destacou fotografias dos jogadores portugueses e de milhares de torcedores comemorando nas ruas de Lisboa.

Torcidas!!!!!!!!!!

Pelé

Nome Édson Arantes do Nascimento
Posição Ponta-de-lança
Nascimento 23/10/1940
Local de nascimento Três Corações - MG
Altura 1,725
Peso 75
Chuteira 39
Estréia Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, em 07/07/1956

Continuação

Carreira Santos: 1956 - 1974
Cosmos: 1975 - 1977
Títulos Copa Rocca - 1957 - Brasil
Campeonato Paulista - 1958 - Santos
Copa do Mundo - 1958 - Brasil
Copa Oswaldo Cruz - 1958 - Brasil
Torneio Rio-São Paulo - 1959 - Santos
Torneio Teresa Herrera - 1959 - Santos
Torneio Pentagonal do México - 1959 - Santos
Torneio de Valencia - 1959 - Santos
Torneio Dr. Mario Echandi - 1959 - Santos
Campeonato Sul-Americano Militar - 1959 - Seleção das Forças Armadas Brasileiras
Campeonato Brasileiro de Seleções - 1959 - Seleção Paulista
Copa Bernardo O'Higgins - 1959 - Brasil
Campeonato Paulista - 1960 - Santos
Torneio Quadrangular de Lima - 1960 - Santos
Torneio de Paris - 1960 - Santos
Torneio Giallorosso - 1960 - Santos
Campeonato Paulista - 1961 - Santos
Taça Brasil - 1961 - Santos
Torneio de Paris - 1961 - Santos
Torneio Itália-61 - 1961 - Santos
Torneio Internacional da Costa Rica - 1961 - Santos
Torneio Pentagonal de Guadalajara - 1961 - Santos
Campeonato Paulista - 1962 - Santos
Taça Brasil - 1962 - Santos
Taça Libertadores da América - 1962 - Santos
Copa do Mundo - 1962 - Brasil
Copa Oswaldo Cruz - 1962 - Brasil
Mundial Interclubes - 1962 - Santos
Torneio Rio-São Paulo - 1963 - Santos
Taça Brasil - 1963 - Santos
Taça Libertadores da América - 1963 - Santos
Copa Rocca - 1963 - Brasil
Taça das Américas - 1963 - Santos
Mundial Interclubes - 1963 - Santos
Campeonato Paulista - 1964 - Santos
Torneio Rio-São Paulo - 1964 - Santos
Taça Brasil - 1964 - Santos
Campeonato Paulista - 1965 - Santos
Taça Brasil - 1965 - Santos
Torneio Internacional da Venezuela - 1965 - Santos
Torneio Hexagonal do Chile - 1965 - Santos
Torneio Rio-São Paulo - 1966 - Santos
Torneio Internacional de Nova York - 1966 - Santos
Campeonato Paulista - 1967 - Santos
Campeonato Paulista - 1968 - Santos
Torneio Roberto Gomes Pedrosa - 1968 - Santos
Torneio Pentagonal de Buenos Aires - 1968 - Santos
Torneio Octogonal do Chile - 1968 - Santos
Torneio da Amazônia - 1968 - Santos
Copa Oswaldo Cruz - 1968 - Brasil
Campeonato Paulista - 1969 - Santos
Copa do Mundo - 1970 - Brasil
Torneio Hexagonal do Chile - 1970 - Santos
Torneio de Kingston - 1971 - Santos
Campeonato Paulista - 1973 - Santos
Torneio Laudo Natel - 1974 - Santos
Campeonato Norte-Americano - 1977 - Cosmos
Feito(s) Maior artilheiro do Brasil em Copas do Mundo (12 gols)

Maior artilheiro da história da Seleção Brasileira com (95 gols)

Maior artilheiro do futebol profissional com (1.281 gols)

Maior transação do futebol até o fim dos anos 70 (Foi para o Cosmos por US$ 7 milhões)

Placa de bronze afixada no Maracanã (em virtude de um lindo gol marcado contra o Fluminense)

Artilheiro - 1957 - Santos
do Campeonato Paulista com (17 gols)

1957 - Santos
Mais jovem artilheiro do Campeonato Paulista (fez 17 anos durante a competição)

Artilheiro - 1958 - Santos
do Campeonato Paulista com (58 gols)

1958 - Brasil
Mais jovem Campeão Mundial

Artilheiro - 1959 - Santos
do Campeonato Paulista com (44 gols)

Artilheiro - 1959 - Brasil
da Copa América com (8 gols)

Artilheiro - 1959 - Seleção da 6ª Guarda Costeira
do Campeonato Brasileiro das Forças Armadas com (11 gols)

1959 - Santos
Maior artilheiro em uma temporada (127 gols)

Artilheiro - 1960 - Santos
do Campeonato Paulista com (34 gols)

Artilheiro - 1961 - Santos
do Campeonato Paulista com (47 gols)

Artilheiro - 1961 - Santos
da Taça Brasil com (9 gols)

Artilheiro - 1961 - Santos
do Torneio Rio-São Paulo com (7 gols)

Artilheiro - 1962 - Santos
do Campeonato Paulista com (37 gols)

Artilheiro - 1962 - Santos
do Mundial Interclubes com (3 gols)

1962 - Brasil
Mais jovem Bicampeão Mundial

Artilheiro - 1963 - Santos
do Campeonato Paulista com (22 gols)

Artilheiro - 1963 - Santos
da Taça Brasil com (12 gols)

Artilheiro - 1963 - Santos
do Torneio Rio-São Paulo com (15 gols)

Artilheiro - 1963 - Santos
da Taça Libertadores da América com (11 gols)

Artilheiro - 1964 - Santos
do Campeonato Paulista com (34 gols)

Artilheiro - 1964 - Santos
do Torneio Rio-São Paulo com (3 gols)

Artilheiro - 1964 - Santos
da Taça Brasil com (7 gols)

Artilheiro - 1965 - Santos
do Campeonato Paulista com (49 gols)

Artilheiro - 1965 - Santos
do Torneio Rio-São Paulo com (7 gols)

Artilheiro - 1965 - Santos
na Taça Libertadores da América com (8 gols)

Artilheiro - 1969 - Santos
do Campeonato Paulista com (26 gols)

Artilheiro - 1973 - Santos
do Campeonato Paulista com (11 gols)

1987
Bola de Ouro Especial da revista Placar

Melhor Jogador do Século - 2000
Eleito pelos leitores da revista da Fifa e membros do comitê da Fifa.

Melhor Jogador do Século - 2000
Eleito o Atleta do Século pela agência cubana "Prensa Latina"

 

Leônidas da Silva

Nome Leônidas da Silva
Posição Atacante
Nascimento 06/09/1913
Local de nascimento Rio de Janeiro - RJ
Data da morte 20/01/2004
Altura 1,65
Peso 63
Estréia Sírio e Libanês-RJ, em 1930
Site Pessoal http://www.leonidasdasilva.com.br
Carreira Sírio e Libanês: 1930 - 1930
São Cristóvão (RJ): 1930 - 1930
Bonsucesso: 1931 - 1932
Peñarol: 1933 - 1933
Vasco: 1934 - 1934
Botafogo: 1935 - 1935
Flamengo: 1938 - 1940
São Paulo: 1942 - 1949
Títulos Campeonato Carioca - 1934 - Vasco
Campeonato Carioca - 1935 - Botafogo
Campeonato Carioca - 1939 - Flamengo
Campeonato Paulista - 1943 - São Paulo
Campeonato Paulista - 1945 - São Paulo
Copa Rocca - 1945 - Brasil
Campeonato Paulista - 1946 - São Paulo
Campeonato Paulista - 1948 - São Paulo
Campeonato Paulista - 1949 - São Paulo
Feito(s) Artilheiro da Copa do Mundo - 1938 - Brasil
com (8 gols)

Artilheiro - 1938 - Flamengo
do Campeonato Carioca com (16 gols)

Artilheiro - 1940 - Flamengo
do Campeonato Carioca com (30 gols)
O Diamante Negro

Lá pelos fins da década de 30, costumava-se dizer que o Brasil tinha três ídolos: Getúlio Vargas, o presidente da República que se notabilizou por sua política populista; Orlando Silva, o Cantor das Multidões; e Leônidas da Silva, centroavante do Flamengo, o campeão carioca de 1939.

Leônidas elevou o futebol a uma popularidade desconhecida até o seu surgimento. Ele foi o maior divulgador da bicicleta, aquela jogada acrobática em que o atleta, de costas para o gol, joga-se no ar para atingir a bola. E a maior estrela da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1938, na França, a primeira transmitida pelo rádio para o país - também disputou o Mundial de 1934. E também a primeira da qual participamos com chances reais, terminando com um honroso terceiro lugar.

Leônidas, artilheiro do Mundial, voltou para casa com um novo apelido, dado pelos franceses: O Homem de Borracha. O apelido anterior - Diamante Negro - foi dado pelos uruguaios, durante o curto período em que ele defendeu o Peñarol. E acabou inspirando o nome do chocolate que existe até hoje.

Morador humilde do subúrbio carioca, Leônidas começou no extinto Sírio e Libanês, passando depois para o Bonsucesso. Depois da rápida aventura no Uruguai, foi campeão no Vasco e no Botafogo-RJ, até chegar ao Flamengo, onde se consagraria. Só sairia do rubro-negro por conta de desentendimentos com a diretoria do clube.

Quando o São Paulo comprou o passe de Leônidas - então um jogador de quase 29 anos -, pela quantia recorde de 200 contos de réis, choveram críticas. O centroavante chegou a ser chamado de Bonde de 200 contos, mas não demorou a dar a resposta em campo. Deu não só o primeiro título da nova fase de seu novo clube, em 1943, como também dois bicampeonatos paulistas, em 1945 e 1946 e em 1948 e 1949.

Com Leônidas no time, o São Paulo ganhou o respeito de que precisava para se afirmar entre os maiores clubes paulistas. Mas o mundo não mais pôde ver o Diamante em ação. Por conta da Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, a Copa do Mundo esteve paralisada. Quando voltou, em 1950, Leônidas já encerrava a carreira, preparando-se para ser técnico do próprio São Paulo. Depois, continuou ligado ao futebol, como comentarista de rádio durante 20 anos.

Faleceu no dia 24 de janeiro de 2004, aos 90 anos. O atacante sofria do mal de Alzheimer.


Análise técnica

Cabeceio - Excepcional para sua baixa estatura (1,65 m), por conta da boa impulsão.
Chute
Pé direito - Chute mortal. Muito forte.
Pé esquerdo - Bom.
Velocidade - Fantástica.
Habilidade - Inigualável, principalmente na jogada que o celebrizou: a bicicleta.
Posicionamento - Muito bom.
Marcação - Como bom atacante dos anos 30 e 40, não precisava marcar ninguém.

Craques do passado

Garrincha

Nome Manuel Francisco dos Santos
Posição Atacante
Nascimento 28/10/1933
Local de nascimento Magé - RJ
Altura 1,73
Peso 69
Estréia Botafogo 1 x 0 Avelar, Campeonato Carioca de 1953
Carreira Botafogo: 1953 - 1965
Corinthians: 1966 - 1967
Júnior Barranquilla: 1967 - 1968
Flamengo: 1968 - 1969
Olaria: 1972 - 1972
Títulos Campeonato Carioca - 1957 - Botafogo
Copa do Mundo - 1958 - Brasil
Campeonato Carioca - 1961 - Botafogo
Campeonato Carioca - 1962 - Botafogo
Torneio Rio-São Paulo - 1962 - Botafogo
Copa do Mundo - 1962 - Brasil
Feito(s) Botafogo
Segundo maior recordista da história do Botafogo-RJ, com 242 gols.
A Alegria do Povo

Checo, inglês ou espanhol. Não importava a nacionalidade do marcador. Para Garrincha, todos eram apenas "joãos". Essa postura não indicava, em absoluto, um traço de arrogância no caráter de um dos maiores jogadores da história do futebol mundial: ele encarava com a mesma postura todos os seus rivais, fossem eles estrelas de suas seleções ou apenas anônimos "beques" de times de várzea de Pau Grande, sua cidade natal.

Se Pelé personificava a eficiência máxima num jogador de futebol, levando-se em conta o talento e preparo físico, Garrincha é o maior representante do "futebol moleque", em que um drible humilhante provocava entre os torcedores uma euforia até maior do que um gol. Enquanto Pelé é o primeiro representante e símbolo do profissionalismo no futebol brasileiro, Garrincha é o retrato da "época romântica".

Ironicamente, a Seleção Brasileira nunca foi derrotada em partidas em que dois atuaram juntos. Apesar das pernas tortas (a direita para fora e a esquerda para dentro, seis centímetros maior do que a outra), em sua melhor fase não havia zagueiro capaz de marcá-lo. Nem mesmo Nilton Santos, conhecido como a "Enciclopédia do Futebol", o homem que abriu as portas do Botafogo para o ponta-direita, conseguiu detê-lo.

Depois de ter sido dispensado nas peneiras de Fluminense, Vasco e São Cristóvão, já que era considerado "torto" pelos treinadores, Mané fez um teste no alvinigro, em 1953. Na primeira jogada, meteu a bola entre as pernas de Nílton, que saiu de campo e pediu a contratação imediata do atacante. "Melhor jogar com ele do que contra ele", afirmou Nilton Santos na época.

No Botafogo e na Seleção, Garrincha viveu seus melhores momentos entre 1958 e 1962. Era a época em que o alvinegro carioca dividia com o Santos de Pelé a maioria das vagas na Seleção. Convocado para a Copa de 1958, Garrincha começou a competição na reserva do flamenguista Joel. Na terceira partida, os próprios atletas pediram sua escalação: eles sabiam o estrago que Mané poderia provocar numa defesa cheia de "joãos" europeus.

Garrincha estreou contra a União Soviética, que vinha para a partida com fama de ter um "futebol de laboratório". Os soviéticos diziam saber como parar o Brasil. Devem ter perdido a tal fórmula no "laboratório da equipe", já que nos três primeiros minutos de jogo Garrincha já havia humilhado várias vezes a defesa adversária, mandado uma bola na trave e criando a jogada para o primeiro gol de Vavá.

Mas a verdadeira Copa de Garrincha foi a de 1962, no Chile. A Seleção tinha perdido Pelé na segunda partida e precisava vencer os favoritos espanhóis para continuar na briga. Garrincha, que tantos chamavam de irresponsável, assumiu o comando do time. Graças a ele, Amarildo marcou os gols da vitória contra a Espanha, que colocaram o Brasil nas quartas-de-final. Depois, só deu Mané.

Continuação

Nas quartas-de-final, contra os ingleses, e na semifinal, contra os chilenos, ele fez de tudo: jogou pelo meio, marcou gols de cabeça, gol de falta e até de perna esquerda. Foi expulso, inclusive: aplicou um cômico chute no traseiro do lateral chileno Rojas, que o marcava a pontapés e agarrões. Após uma manobra dos dirigentes brasileiros, o ponta-direita foi liberado para jogar a finalíssima contra a Checoslováquia, com 39 graus de febre.

Mas sua presença foi o bastante para manter a defesa checa acuada e garantir a conquista do bi. Ao voltar da Copa, Garrincha ainda brilhou na campanha que deu ao Botafogo o título de bicampeão carioca, em 1962. Na final, contra o Flamengo, ele marcou dois gols e deu um, de bandeja, a Quarentinha, transformando-se no principal articulador do sonoro 3 x 0. Esse foi, inclusive, o último grande jogo de Garrincha.

Depois dessa partida, infelizmente, transformou-se apenas numa caricatura do craque de outrora. Em 1963, a carreira de Mané entrou em declínio. Problemas nos joelhos começaram a prejudicar os dribles geniais. Para manter o atleta em campo e embolsar gordas cotas de amistosos, os médicos do Botafogo aplicavam sucessivas infiltrações nos joelhos do ponta-direita.
Quando a equipe carioca já havia "sugado" tudo o que podia de Garrincha, negociou o atleta com o Corinthians, em 1965. Porém ele fez poucos jogos pela equipe paulista.

Em 1966, despediu-se da Seleção Brasileira na fracassada campanha da Inglaterra. Mesmo sem condições físicas ideais, foi imposto no time por João Havelange, então presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos). Mas deixou sua marca com um belo gol de falta na partida de estréia, contra a Bulgária, em que o Brasil mesclou duas gerações: a Seleção contava com Garrincha e com o futuro furacão da Copa de 70, Jairzinho.

Em 1968, dispensado pelo Atlético Jr., da Colômbia, depois de uma única partida, foi contratado pelo Flamengo, onde não permaneceu três meses. Encerrou a carreira em 1972, depois de uns poucos jogos pelo Olaria. Além das contusões, um mal maior já tinha consumido o craque: o alcoolismo. Foi ele o responsávele, 1983, pela morte prematura do craque que enlouqueceu estádios e entrou para a história como o maior ponta de todos os tempos do futebol mundial. E um de seus maiores fenômenos.

Análise técnica

Cabeceio- Bom, embora detestasse cabecear. Dois dos quatro gols que fez no Mundial de 62 foram de cabeça.
Chute
Pé direito - Ótimo, tanto nas finalizações como nos cruzamentos.
Pé esquerdo - Fraco, mas fez história: com ele, Garrincha abriu o placar contra o Chile, nas semifinais da Copa de 1962.
Velocidade - Excelente.
Habilidade - Excelente. Driblava e escondia a bola dos adversários com facilidade.
Posicionamento - Perfeito.
Marcação - Não marcava.

História
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